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Herbert Kimble foi condenado por esquema de telemedicina e equipamentos médicos que mirou idosos e projetava mais de US$ 400 milhões em perdas. 🏥

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Herbert Kimble, apontado por promotores como arquiteto de um dos maiores golpes contra a saúde pública dos EUA, foi condenado a 20 anos de prisão. O esquema envolvia telemedicina, propinas e equipamentos médicos cobrados do Medicare. 🏥🧵

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Além da pena, a Justiça determinou 3 anos de supervisão após a prisão, restituição de mais de US$ 199 milhões ao Medicare e confisco de mais de US$ 195 milhões em ganhos considerados ilícitos.

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Segundo os autos, Kimble operava centrais de atendimento offshore que recrutavam beneficiários idosos do Medicare. Em seguida, empresas de telemedicina recebiam pagamentos indevidos por prescrições assinadas.

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Os pedidos eram de órteses para costas, ombros, punhos e joelhos. Depois, eram vendidos a empresas de equipamentos médicos, que faturavam os produtos ao Medicare — programa público de saúde para idosos e pessoas elegíveis.

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Os promotores estimaram perdas pretendidas superiores a US$ 400 milhões. A acusação afirma que Kimble obteve pessoalmente mais de US$ 195 milhões. Fraudes assim pressionam recursos que deveriam financiar atendimento real.

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Kimble havia colaborado com investigadores na Operação Brace Yourself, mas faltou a três audiências no fim de 2024 e fugiu para as Filipinas. Ficou foragido por quase dois anos, segundo as autoridades.

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Em junho, o FBI incluiu Kimble em sua lista de procurados por fraude. Dias depois, ele foi detido nas Filipinas e devolvido aos EUA. Posteriormente, admitiu culpa por três acusações de não comparecimento judicial.

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O caso mostra como esquemas transnacionais podem explorar brechas entre telemedicina, intermediários e fornecedores. Fiscalização, rastreabilidade dos pagamentos e proteção a pacientes vulneráveis são centrais para evitar novos desvios.

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