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🌊 Em Atafona, no Norte Fluminense, a linha da costa mudou drasticamente desde os anos 1960. Entenda o que a ciência sabe sobre esse avanço do mar. 🧵

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🌊 Atafona, em São João da Barra (RJ), viu o mar redesenhar seu território ao longo de décadas: casas, ruas, redes de esgoto e estruturas elétricas foram destruídas pela erosão costeira. O processo é estudado há anos e segue afetando moradores. 🧵

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O avanço começou a ser percebido nos anos 1960. Em alguns períodos, a erosão chegou a avançar até 6 metros por ano. Mais de 500 casas foram submersas em uma faixa de cerca de 2 quilômetros, segundo os dados citados na reportagem.

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Erosão costeira é a perda de areia e solo da faixa litorânea pela ação combinada de ondas, marés, correntes e tempestades. Em Atafona, a dinâmica da foz do Rio Paraíba do Sul é um fator central para entender por que a costa muda tão rapidamente.

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A ciência trata o caso como multifatorial: alterações no transporte de sedimentos do rio, forças das ondas e correntes atuam localmente. A elevação global do nível do mar, associada ao aquecimento do planeta, tende a aumentar a vulnerabilidade de áreas costeiras.

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O impacto não é abstrato. Em 2024, a moradora Sônia Ferreira relatou que, quando construiu sua casa em 1978, havia dois quarteirões, avenida asfaltada, calçadão e ampla faixa de areia até o mar. Em 2019, precisou deixar a residência principal.

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Até 2022, centenas de casas ainda ocupadas permaneciam em área de risco. Monitoramento contínuo da costa, mapas de vulnerabilidade, alertas e planejamento urbano são ferramentas essenciais para reduzir perdas e orientar soluções que protejam as comunidades.

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Atafona mostra que a erosão não apaga apenas construções: ela desloca rotinas, memórias e infraestrutura pública. Entender a dinâmica costeira e agir antes do colapso é parte decisiva da adaptação climática no litoral brasileiro.

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