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Resumo em 10 segundos

Bradesco, Itaú e BTG já têm dezenas de especialistas em ativos digitais. Entenda por que stablecoins viraram infraestrutura financeira na região. 💸🌎

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Bancos da América Latina já estão construindo equipes cripto maiores que muitos bancos europeus. 💸🌎 Bradesco, Itaú e BTG teriam de 20 a 50 pessoas dedicadas ao setor. O motivo vai muito além de “moda”: há um problema financeiro real para resolver. 🧵

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Primeiro, o que são essas equipes? São profissionais de tecnologia, compliance, produtos, risco e mercado trabalhando com custódia, compra e venda de cripto, tokenização e pagamentos baseados em blockchain.

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Na Europa, bancos aguardaram regras mais consolidadas e tinham menos pressão: transferências internacionais costumam ser mais rápidas e baratas. Na América Latina, mandar ou receber dinheiro do exterior historicamente custa caro e pode demorar.

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É aí que entram as stablecoins: criptoativos cujo valor busca acompanhar uma moeda, geralmente o dólar. Em vez de depender da oscilação do bitcoin, quem usa uma stablecoin busca movimentar “dólares digitais” 24 horas por dia, com menos intermediários.

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Os dados brasileiros mostram a escala: o Banco Central registrou US$ 6,9 bilhões em transações com criptoativos no 1º trimestre de 2026 — mais que o dobro de um ano antes. As stablecoins responderam por 98% do volume.

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A mudança é ainda mais clara no histórico da Receita Federal: stablecoins saíram de 3,5% para 80% do volume declarado de criptoativos desde 2019. Na prática, elas passaram a servir para guardar e movimentar exposição ao dólar.

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Na Argentina, inflação persistente acelerou esse uso. Pesquisas apontam adoção cripto entre 15% e 20% da população. Para famílias e empresas, stablecoins podem ajudar em remessas e pagamentos — mas exigem informação, segurança e regras que protejam usuários.

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A lição é simples: a inovação não foi puxada só pelos bancos, mas pela necessidade dos clientes. Se stablecoins virarem infraestrutura financeira, o desafio será ampliar eficiência sem trocar taxas bancárias por riscos opacos ou concentração nas mãos de poucas emissoras.

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