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Resumo em 10 segundos

Após a reeleição de Lula, relatórios de grandes instituições apontam cautela maior com ativos brasileiros, fiscal e juros. 📉

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Bancos globais revisaram suas estratégias para o Brasil após a reeleição de Lula. Citi, BCA Research, Morgan Stanley e Bradesco BBI reduziram recomendações ou exposição a ativos locais, segundo reportagem do InfoMoney. 📉🧵

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A leitura predominante nos relatórios é de maior incerteza fiscal, possibilidade de juros altos por mais tempo e piora da relação entre risco e retorno. Isso não significa saída total do país, mas uma carteira mais defensiva.

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Segundo a reportagem, o Ibovespa teve queda de 13,88% — a maior diária desde a pandemia — e o dólar avançou 8,2%, com desvalorização do real. Em momentos assim, volatilidade afeta desde fundos até preços e crédito na economia.

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O Citi encerrou a recomendação overweight para o Brasil e retirou sua posição comprada no real. A BCA Research rebaixou ações brasileiras para underweight e também reduziu a visão sobre títulos públicos locais e crédito soberano.

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O Morgan Stanley cortou ações brasileiras de overweight para equal-weight em sua carteira latino-americana. Já o Bradesco BBI reduziu a exposição ao país para neutra, avaliando que parte relevante da valorização já havia ocorrido antes da eleição.

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A proteção buscada não foi abandonar a Bolsa, mas mudar a composição. Exportadoras e companhias com receitas internacionais tendem a ficar menos expostas ao ciclo doméstico e podem se beneficiar de um real mais fraco.

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Vale e Embraer aparecem entre os nomes favorecidos pelo Morgan Stanley. O banco também pondera que o peso de exportadoras e grandes bancos no índice pode limitar uma piora ainda mais intensa nos lucros corporativos.

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O ponto central para o mercado será a execução: trajetória da dívida, inflação, juros e credibilidade das regras fiscais. Mais do que o resultado eleitoral isolado, são esses indicadores que definirão se a cautela vira tendência duradoura.

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