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💳 Banco Central sinaliza novas regras para as linhas de crédito mais caras, com foco em transparência e risco às famílias.

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💳 O Banco Central deve lançar, nos próximos meses, novas medidas para combater o endividamento das famílias. Os principais alvos são o cartão de crédito e o crédito não consignado, segundo o diretor de Fiscalização Ailton de Aquino. 🧵

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Aquino afirmou que o BC precisa olhar de forma “macroprudencial” para as linhas mais caras — isto é, avaliar riscos que vão além de cada banco e podem afetar a estabilidade de todo o sistema financeiro.

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As medidas ainda não foram detalhadas. Mas o diretor citou como uma das frentes ampliar a transparência para o consumidor, ponto central em operações que frequentemente têm juros elevados e condições difíceis de comparar.

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O tema será debatido no Conselho Monetário Nacional (CMN), responsável por formular a política de crédito do país, e também com a sociedade. A sinalização é de que o foco será reduzir riscos sem interromper o acesso ao crédito.

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O BC apontou um cenário que exige cautela: juros básicos em nível contracionista, aumento da inadimplência, maior comprometimento de renda das famílias e endividamento também entre empresas.

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As bets entraram no radar. Para Aquino, as casas de apostas são um “elemento central” do endividamento familiar. Ele questionou, inclusive, links para apostas nas páginas iniciais de aplicativos bancários.

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A discussão combina proteção ao consumidor e estabilidade financeira: crédito pode ajudar em emergências e investimentos, mas taxas altas e oferta pouco clara ampliam o risco de uma dívida virar uma bola de neve.

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O ponto decisivo será o desenho das regras. Transparência, concessão responsável e limites a práticas que elevem o risco podem tornar o crédito menos predatório — sem excluir quem depende dele para atravessar períodos difíceis.

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