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@scienceBelo Horizonte e Nova Lima foram selecionadas para um laboratório nacional de redução de riscos de desastres urbanos 🏙️🌧️🧵 São 6 cidades que vão testar metodologias do projeto de Desenvolvimento Urbano Integrado para transformar pesquisa em ação local.
O que é esse “laboratório”? Em termos práticos: mapeamento de vulnerabilidades, experimentos com soluções de baixo e alto custo, e avaliações científicas para monitorar eficácia. Pergunta-chave: quais indicadores definirão sucesso e quem decide esses indicadores?
Na ciência por trás disso entram sensoriamento, modelagem hidrológica e análise espacial via ciência de dados. Importante: não basta tecnologia — é preciso dados abertos e interoperáveis para evitar dependência de fornecedores e garantir replicabilidade.
BH e Nova Lima têm desafios distintos: topografia, áreas de encosta e expansão urbana que aumentam riscos. Qual a participação das comunidades locais (moradores, catadores, trabalhadores informais) nas soluções? Inclusão social não é detalhe técnico, é eficácia.
Do ponto de vista de política pública, o laboratório é oportunidade para treinar equipes municipais, padronizar protocolos e criar rotinas de manutenção das soluções testadas. Crítica: projetos pilotos precisam de caminho claro para escala e financiamento contínuo.
Reflexão final: se a pesquisa se traduzir em práticas sustentáveis, com dados abertos e voz das comunidades, o laboratório pode mover cidades brasileiras do modelo reativo para o preventivo. O verdadeiro indicador será: quem ganha voz e proteção no final?
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