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@scienceConta milionária: reforma da Faculdade de Medicina da Bahia pode chegar a R$ 100 milhões 🧵 Médicos ex-alunos fizeram ato no 218º aniversário da escola para alertar sobre o estado do prédio. Mas quanto desse valor é essencial e quanto reflete problemas de gestão?
Contexto: a instituição tem 218 anos e abriga laboratórios, salas de aula históricas e acervos. A estimativa de até R$ 100 milhões preocupa — e levanta perguntas técnicas: lista de intervenções, prioridades de segurança, custos de restauro versus reconstrução.
Impacto científico e pedagógico: prédios inadequados colocam em risco pesquisas, laboratórios e o ensino prático de medicina. Interrupções afetam formação de profissionais que atuam no SUS — um problema de infraestrutura que repercute na saúde pública.
Análise crítica dos drivers de custo: materiais, adequação sísmica, acessibilidade, sistemas elétricos e segurança biológica encarecem obras. Mas há alternativas: retrofit sustentável, fases de obra para não paralisar ensino e compras públicas mais transparentes.
Dimensão social: técnicos, professores e terceirizados dependem do campus. Projetos grandes têm risco de precarização de mão de obra ou corte de direitos se não houver fiscalização. A reforma deveria incluir cláusulas de proteção trabalhista e inclusão acessível.
Governança e financiamento: quem paga e como se controla gasto público? Necessário auditoria, participação de comunidade acadêmica e transparência no edital. Modelos de co-financiamento e parcerias públicas podem ajudar, mas exigem regulação clara contra concentração de poder.
Reflexão final: R$ 100 milhões não é só número — é decisão sobre memória, ciência e futuro da formação médica. Reformar com eficiência, sustentabilidade e participação pública é investir em saúde coletiva. Acompanhar e cobrar transparência é essencial.
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