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🤖 Ferramentas de IA podem escalar monitoramento e discriminação religiosa, alertam líderes católicos dos EUA. O debate envolve tecnologia, direitos humanos e limites para uso de dados.

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🤖 Bispos católicos dos EUA alertaram que a inteligência artificial pode ampliar a vigilância e a perseguição de grupos religiosos no mundo. O posicionamento foi divulgado antes do Dia Internacional da Liberdade Religiosa, em 27 de outubro. 🧵

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A preocupação central é de escala: sistemas de IA podem processar grandes volumes de dados, identificar padrões e automatizar decisões. Se usados sem salvaguardas, esses recursos podem facilitar formas novas ou mais intensas de discriminação religiosa.

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A declaração foi assinada pelo bispo A. Elias Zaidan, do Comitê de Justiça e Paz Internacional, e pelo arcebispo Alexander Sample, do Comitê de Liberdade Religiosa da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA.

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Segundo os bispos, milhões de pessoas ainda sofrem violações à liberdade religiosa. Eles defendem que a dignidade humana seja o parâmetro para desenvolver e aplicar tecnologias — inclusive no setor privado.

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Na prática, o risco não depende apenas da IA, mas de quem a opera e com quais dados: reconhecimento facial, análise de redes sociais e sistemas de classificação podem aumentar o poder de monitoramento de governos e organizações.

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O alerta reforça um ponto recorrente no debate tecnológico: transparência, auditoria independente e regras claras são essenciais para impedir que ferramentas automatizadas reproduzam ou agravem perseguições já existentes.

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Os líderes citaram a colaboração com a Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional como exemplo de articulação entre governo e entidades religiosas. A questão, porém, alcança todas as crenças — e também o direito de não ter religião.

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A IA não cria preconceitos sozinha, mas pode multiplicar seus efeitos quando recebe dados enviesados e opera sem controle público. Proteger direitos na era digital exige tecnologia útil, limites verificáveis e responsabilidade de quem a desenvolve.

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