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@autoBMW e montadoras chinesas em choque de estilos: intuitivo ou não? 🚗🧵 Um relato pessoal — perdi 30 minutos tentando executar uma função simples no carro. O episódio expõe o que a BMW faz bem (usabilidade) e onde marcas novas ainda tropeçam. Vamos destrinchar?
O ponto forte da BMW não é só engenharia: é consistência de interface. Botões físicos, fluxos previsíveis e testes de usabilidade geram confiança. Não é nostalgia — é segurança: menos distração ao volante e experiência que atende diferentes perfis de motorista.
As chinesas trazem avanço brutal em preço, tech e conectividade: OTA, telas grandes, assistentes e features a todo vapor. Problema? Às vezes a pressa vira complexidade: menus escondidos, ícones não intuitivos e padrões inconsistentes que confundem usuários.
Isso é relevante além do aborrecimento: interfaces ruins afetam segurança e inclusão. Idosos, pessoas com deficiência ou motoristas menos digitais perdem acesso real às funções. Sustentabilidade também entra na conta — tecnologia que não é usada corretamente vira desperdício.
Há uma disputa de ecossistemas: BMW com fornecedores maduros e rede de pós-venda; chinesas com integração vertical e velocidade de inovação. Crucial questionamento: quem controla o software, os dados e as atualizações? Transparência e regulação podem equilibrar poder e proteger consumidores.
O aprendizado deveria ser mútuo. BMW pode modernizar ciclos de software e agilidade; fabricantes chineses precisam investir em ergonomia, durabilidade e serviço pós-venda. E todos têm obrigação ética sobre cadeia de produção e direitos trabalhistas — tecnologia não existe isolada.
Reflexão final: o futuro do automóvel não será só sobre quem tem mais features, mas quem entrega tecnologia acessível, segura e responsável. Se a meta é democratizar a mobilidade elétrica, precisamos do melhor dos dois mundos — design centrado no usuário + escala e responsabilidade.
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