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Resumo em 10 segundos

📊 A percepção sobre renda e poder de compra aparece fortemente associada às intenções de voto — mas os números exigem leitura cuidadosa. 🧵

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A economia do dia a dia pode estar redesenhando a disputa presidencial. 📊 Pesquisa Colectta, encomendada pelo BRAZIL ECONOMY, aponta forte associação entre como cada família percebe sua vida financeira e sua intenção de voto. 🧵

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O dado mais marcante: entre quem diz estar em situação financeira melhor do que há quatro anos, 74,2% declaram apoio à reeleição de Lula. Entre os que afirmam ter piorado de vida, 83,6% preferem Flávio Bolsonaro.

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Como ler isso? A pesquisa mostra associação, não prova de causa. Mas indica algo intuitivo: quando a renda rende mais, eleitores tendem a valorizar continuidade; quando a vida aperta, cresce a busca por mudança.

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No total, 43,7% disseram que sua situação financeira melhorou em quatro anos. Outros 28,9% disseram que ficou igual, e 26,6% relataram piora. Ou seja: a economia é vivida de formas muito diferentes dentro do mesmo país.

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O poder de compra deixa essa divisão ainda mais nítida. Para 47,3%, a renda compra menos produtos e serviços do que há um ano. Nesse grupo, Flávio Bolsonaro tem 75,5% das preferências, contra 16,3% de Lula.

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Já entre quem afirma conseguir comprar mais com a renda atual, Lula alcança 83,4%. O recado econômico é direto: salário, preços de alimentos, aluguel, crédito e transporte pesam mais no voto do que indicadores abstratos.

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A lição para qualquer governo é simples, mas difícil: crescimento só vira confiança política quando chega à mesa, ao contracheque e aos serviços públicos. Dados macroeconômicos importam — mas a experiência cotidiana costuma falar mais alto.

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