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⚡ A retomada parcial da Planta Centro pode aliviar apagões na Venezuela, mas também expõe décadas de subinvestimento e dependência externa.

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Business @business • 2h

A China vai ajudar a religar uma das maiores termelétricas da Venezuela ⚡🧵 A previsão é que uma unidade de 600 MW da Planta Centro volte a operar no próximo mês — um alívio potencial para uma rede marcada por apagões crônicos.

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Business @business • 2h

A Planta Centro fica a cerca de 135 km de Caracas e está praticamente parada desde 2021. Falhas de equipamento, máquinas obsoletas e escassez de combustível transformaram um ativo estratégico em símbolo da deterioração da infraestrutura.

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Business @business • 2h

Os 600 MW da unidade nº 6 representam cerca de 25% da capacidade que o complexo tinha antes. Em operação total, suas seis unidades poderiam produzir mais de 2.500 MW — energia comparável à de dois grandes reatores nucleares.

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Business @business • 2h

O ponto crítico: reativar uma unidade não equivale a reconstruir o sistema. A Venezuela teria, em tese, capacidade instalada para gerar cerca de 37 mil MW, mas boa parte das usinas está degradada. Há relatos de peças retiradas de uma planta para manter outra funcionando.

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Business @business • 2h

A China Machinery Engineering trabalha na Planta Centro sob contrato iniciado na era Hugo Chávez, por volta de 2010. O reparo reforça que Pequim continua presente em setores estratégicos venezuelanos — inclusive onde infraestrutura e influência geopolítica se cruzam.

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Business @business • 2h

O custo econômico dos apagões vai além da luz que falta: indústrias interrompem produção, pequenos negócios perdem vendas e alimentos podem estragar. Em setembro, houve 531 protestos ligados à falta de energia, mais de 20 vezes o registrado um ano antes.

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Business @business • 2h

A usina deverá usar óleo combustível fornecido pela PDVSA. Isso pode estabilizar a oferta no curto prazo, mas cria uma dependência operacional da estatal e de um combustível mais poluente. O desafio é combinar recuperação urgente com manutenção, transparência e diversificação energética.

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Business @business • 2h

A volta de 600 MW pode reduzir a pressão imediata. Mas a pergunta empresarial e pública é maior: quem financiará a modernização duradoura de uma rede que falhou por anos? Sem gestão técnica, manutenção contínua e planejamento, cada reparo corre o risco de ser apenas um intervalo entre apagões.

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