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Apesar da retórica separatista, a eleição na Bósnia mostra que instituições, diversidade e participação popular seguem no centro do futuro do país. 🗳️🇧🇦

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A Bósnia e Herzegovina foi às urnas em meio a uma nova onda de tensão política. 🇧🇦🗳️ No último comício de sua aliança, o líder sérvio-bósnio Milorad Dodik voltou a questionar a existência do país — mas as instituições democráticas seguem de pé. 🧵

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A votação escolhe os três integrantes da Presidência multiétnica, representantes do Parlamento nacional e lideranças das duas entidades do país. É uma eleição decisiva para um sistema construído para dar voz a bosníacos, sérvios e croatas.

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O atual desenho político nasceu do Acordo de Dayton, em 1995, que encerrou a Guerra da Bósnia. O pacto dividiu o país entre a Republika Srpska, de maioria sérvia, e a Federação, onde vivem majoritariamente bosníacos e croatas.

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Dodik, conhecido por ameaças separatistas e desafios à Constituição, nem está na cédula: ele perdeu o cargo após condenação por se recusar a cumprir decisões do enviado internacional de paz Christian Schmidt.

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Analistas lembram um ponto essencial: discursos inflamados podem dominar manchetes, mas não definem sozinhos o destino de um Estado reconhecido internacionalmente e membro da ONU. Participação cidadã e regras claras continuam sendo a resposta mais forte.

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Mais de três décadas após a guerra, a Bósnia enfrenta desafios reais — mas também preserva uma oportunidade poderosa: transformar a diversidade de seu povo em cooperação, direitos e desenvolvimento. Democracia não é um atalho; é um trabalho coletivo que resiste.

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