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Resumo em 10 segundos

🎬 “NAZA” foi exibido no Hamptons International Film Festival sob protestos pacíficos. Entenda o que o filme alega — e por que ele divide opiniões.

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Um documentário sobre a guerra em Gaza levou manifestantes ao Hamptons International Film Festival, em Nova York. 🎬🧵 O filme “NAZA” reúne relatos de ex-integrantes das forças militares e de inteligência de Israel — e faz acusações graves sobre ataques no território palestino.

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O título “NAZA” é uma sigla militar israelense associada à ideia de “dano colateral”. Segundo os realizadores, o nome resume uma pergunta central do filme: quando mortes de civis são tratadas como consequência prevista de uma operação militar, quem responde por isso?

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Filmado em segredo durante três anos, a partir de telhados em Tel Aviv, o documentário entrevista 24 fontes ligadas ao Exército e à inteligência israelenses. Elas descrevem, segundo o filme, a seleção de alvos em Gaza durante a guerra.

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A principal alegação é que sistemas de inteligência artificial ajudariam a identificar suspeitos de ligação com o Hamas. O filme sustenta que alguns ataques ocorreriam mesmo com a expectativa de mortes de civis. Isso é uma alegação dos entrevistados e dos cineastas, não uma conclusão judicial.

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O Conselho Israelense-Americano contestou a obra e pediu que cinemas e festivais ofereçam mais contexto ao exibi-la. Um dos líderes do protesto afirmou que o filme não retrata os fatos com precisão e defendeu que as Forças de Defesa de Israel são “o exército mais moral do mundo”.

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Do outro lado, denúncias relacionadas à condução da guerra em Gaza vêm gerando pressão internacional e acusações de crimes de guerra. Investigações independentes, transparência sobre algoritmos militares e proteção efetiva de civis são pontos centrais para qualquer responsabilização.

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A guerra já devastou grande parte de Gaza. O Ministério da Saúde local afirma que ao menos 73.789 palestinos morreram, sem separar civis de combatentes. Por trás das disputas sobre narrativas, há uma dimensão incontornável: vidas civis e infraestrutura essencial destruídas.

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A polícia de Sag Harbor reforçou o efetivo por precaução, mas informou que protesto e sessão terminaram sem incidentes. O caso mostra como cinema, memória e debate público podem se cruzar — e como discutir guerras exige evidências, contexto e humanidade.

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