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Resumo em 10 segundos

Governo, empresas e famílias acumulam dívidas e atrasos. O problema é só falta de disciplina — ou um crédito caro demais? 📉

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Brasil endividado em todas as pontas: governo, empresas e famílias registram sinais recordes de pressão financeira. 📉 Quem consegue respirar quando crédito, juros e incerteza avançam juntos? 🧵

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A dívida pública chegou a 81,93% do PIB em junho. Investidores passaram a evitar títulos prefixados e atrelados à inflação, mesmo com promessa de ganho real perto de 8% ao ano. Se nem esse retorno convence, qual é o tamanho da desconfiança?

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Para se financiar, o Tesouro ampliou a parcela de títulos ligados à Selic. Parece detalhe técnico, mas significa maior sensibilidade do custo da dívida aos juros altos. É uma proteção necessária ou mais um freio para o orçamento público?

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No setor privado, Braskem, Casas Bahia, Habib’s, Tok&Stok, Marabraz e Alliança Saúde recorreram à recuperação judicial. São modelos de negócio inviáveis ou empresas espremidas entre dívida cara, consumo fraco e custos crescentes?

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As famílias também sentem: a inadimplência no crédito livre bateu 7,8%, maior nível desde o início da série do Banco Central, em 2011. No consignado privado, chegou a 10%. Crédito deveria ser ponte — por que virou armadilha para tanta gente?

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Especialistas apontam juros elevados e risco fiscal; a Fazenda cita crédito caro mais fácil via fintechs e perdas com apostas online. Mas colocar toda a responsabilidade no consumidor resolve algo? Transparência, prevenção ao superendividamento e crédito justo não deveriam ser prioridade?

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O círculo é cruel: famílias atrasam, empresas vendem menos, companhias cortam investimentos e o Estado paga mais para se financiar. A pergunta não é apenas “quem deve?”, mas: qual saída reduz o risco sem transferir toda a conta para quem já está no limite?

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