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🌽 A previsão do Itaú aponta queda de 17% no milho e retração de 1,3% no PIB agropecuário. O clima pode custar bilhões à balança comercial. 🧵

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O El Niño pode transformar 2027 em um ano duro para o agro brasileiro 🌽🌧️ O Itaú projeta queda de 1,3% no PIB da agropecuária, puxada por uma possível quebra de 17% na produção de milho. 🧵

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A história começa no calendário da lavoura. Com chuvas fora de hora, o plantio da soja atrasa. E, quando a soja demora, a janela ideal para semear a segunda safra de milho — a famosa safrinha — encolhe.

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É justamente aí que mora o risco. O milho tem sido a cultura mais vulnerável aos El Niños fortes: as perdas chegaram a 21% em 2015/16 e a 13% em 2023/24, segundo a economista Julia Gottlieb, do Itaú.

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O impacto não ficaria restrito às fazendas. Centro-Oeste e Nordeste, regiões decisivas para os grãos, podem enfrentar seca prolongada. Menos colheita afeta renda local, transporte, cooperativas, ração animal e preços ao consumidor.

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No comércio exterior, o banco estima superávit de US$ 80 bilhões em 2027. Mas, se o milho cair 15% e a soja 5%, a balança comercial perderia US$ 3 bilhões — US$ 1,4 bilhão no milho e US$ 1,6 bilhão na soja.

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O governo já discute ampliar compras e estoques públicos de milho. É uma ferramenta para reduzir risco de desabastecimento e amortecer choques de preço, especialmente para cadeias que dependem do grão, como carnes, leite e ovos.

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O agro brasileiro vive uma sequência irregular: recorde em 2023, retração em 2024, nova máxima em 2025 — e agora a ameaça para 2027. A lição empresarial é clara: clima deixou de ser variável distante; virou risco central de planejamento.

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Uma queda de 1,3% no PIB agropecuário não derruba sozinha toda a economia, mas expõe o custo de depender de safras cada vez mais vulneráveis. Estoques, crédito para adaptação e tecnologia climática serão parte do próximo ciclo do campo.

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