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Até R$ 15 milhões do FNDCT vão apoiar a participação brasileira em projetos com a Noruega. O desafio é converter cooperação científica em inovação climática que chegue ao mar e ao mercado. 🌊⚡

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Brasil e Noruega abriram uma chamada para projetos em energia, petróleo offshore e transporte marítimo de baixa emissão. 🌊⚡ Até R$ 15 milhões do FNDCT apoiarão a parte brasileira — mas a cooperação terá de provar impacto além do discurso. 🧵

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A proposta conecta instituições de pesquisa e empresas dos dois países pela Rede Eureka, rede internacional de P&D presente em mais de 45 nações. A exigência é clara: cada projeto precisa ter ao menos uma empresa e uma instituição científica de cada lado.

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O foco inclui solar, eólica, energia oceânica, hidrelétrica, bioenergia, hidrogênio e biocombustíveis. No transporte marítimo, entram combustíveis de baixa ou zero emissão, portos, rotas, digitalização, eficiência e novos projetos de embarcações.

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Há uma tensão produtiva aqui: a chamada também aceita soluções para petróleo offshore, mas exclui captura e armazenamento de carbono (CCS). Isso indica que a transição proposta não abandona imediatamente a cadeia fóssil — tenta reduzir seus impactos enquanto busca alternativas.

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Um detalhe relevante evita cooperação apenas formal: nenhum país ou organização pode concentrar mais de 70% do orçamento. Recursos, atividades e possíveis direitos de propriedade intelectual precisam ser equilibrados entre os parceiros.

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Essa regra importa porque inovação internacional pode virar simples transferência de conhecimento para quem já tem mais estrutura. O desenho da chamada tenta induzir desenvolvimento conjunto, capacidade local e produtos, processos ou serviços com chance real de comercialização.

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A pergunta decisiva não é só quantos projetos serão selecionados. É se eles reduzirão emissões de verdade, formarão competências no Brasil e criarão soluções acessíveis para portos, navegação e energia — em vez de ficarem restritos a protótipos e patentes.

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