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Resumo em 10 segundos

🇧🇷🔭 O Arandu, criado no CBPF, usará IA para transformar o enorme fluxo de observações do Roman em pistas sobre eventos raros no Universo.

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🇧🇷🔭 Pesquisadores brasileiros terão papel estratégico no novo telescópio espacial Roman, da Nasa: o sistema Arandu ajudará a filtrar os alertas astronômicos gerados pelo observatório. Entenda por que isso importa 🧵

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O Roman observa o céu em uma escala gigantesca. Seu espelho tem 2,4 metros — o mesmo diâmetro do Hubble —, mas seu campo de visão será ao menos 100 vezes maior. Em vez de olhar uma pequena “janela”, ele registrará áreas enormes do Universo com alto detalhe.

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Isso cria um desafio: não basta captar imagens; é preciso encontrar rapidamente o que mudou nelas. Uma estrela que aumenta de brilho, uma explosão estelar ou outro fenômeno breve pode passar despercebido em meio a milhões de detecções.

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É aí que entra o Arandu. Em tupi-guarani, o nome significa “sabedoria”. Ele será um broker astronômico: recebe alertas do Roman, compara cada sinal com catálogos e observações anteriores, classifica o evento e entrega aos cientistas o que é mais relevante.

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A inteligência artificial não substitui a astronomia feita por pessoas. Ela organiza um volume impossível de examinar manualmente e permite que equipes apontem outros telescópios para os eventos mais promissores enquanto ainda estão acontecendo.

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Na missão primária de cinco anos, o Roman poderá medir a luz de mais de 1 bilhão de galáxias e mapear mais de 5 mil graus quadrados do céu — cerca de 12% da esfera celeste. Transformar esse oceano de dados em descoberta é parte central da missão.

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O destaque brasileiro está justamente nessa ponte entre observação e conhecimento. Com infraestrutura, formação científica e colaboração internacional, sistemas como o Arandu ampliam a participação do país em perguntas que pertencem a toda a humanidade: como o Universo muda e evolui?

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