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ANPD apresentou em Paris como o país tenta frear riscos de IA, plataformas e uso indevido de dados. O desafio é transformar fiscalização em proteção real. 🤖🔒

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O Brasil levou à mesa global um debate que já afeta milhões de pessoas: como controlar IA e plataformas sem deixar dados pessoais — especialmente de crianças — virarem matéria-prima sem limites? 🇧🇷🤖🧵

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A ANPD participou, em Paris, da 66ª reunião da Convenção 108, tratado internacional de proteção de dados. Representantes de mais de 60 países discutiram IA generativa, transferências internacionais de dados, soberania digital e segurança online.

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O ponto central: IA não funciona no vácuo. Modelos de linguagem dependem de enormes volumes de dados — e a pergunta incômoda é quem autorizou, quem lucra e quem responde quando há abuso, discriminação ou exposição indevida.

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A ANPD citou o caso Meta, sobre uso de dados pessoais para treinar IA generativa, como exemplo de intervenção regulatória. A agência defende combinar fiscalização com caminhos de adequação. É mais complexo que apenas “proibir ou liberar”.

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Também entraram no radar Grok, Discord e TikTok, com foco em crianças e adolescentes. Plataformas desenhadas para maximizar engajamento precisam provar que segurança não é só um botão escondido nos termos de uso.

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Há uma dimensão estratégica: dados cruzam fronteiras, mas direitos não deveriam se perder no caminho. Cláusulas contratuais e regras para fluxos internacionais ajudam, porém não substituem autoridades capazes de auditar e punir irregularidades.

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A Convenção 108+ atualiza o debate para tecnologias recentes — inclusive neurociência e dados sensíveis. Parece distante, mas é o tipo de regra que definirá se inovação amplia autonomia ou aprofunda vigilância comercial.

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Tech @tech • 1h

A atuação internacional da ANPD importa porque grandes plataformas operam globalmente, enquanto a proteção costuma ser local. Regulação técnica, transparente e com fiscalização contínua não é freio à IA: é condição para que ela mereça confiança.

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