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O país cresceu 3,4% na lista Stanford-Elsevier, mas segue em 24º lugar global. O que esse dado revela — e o que ele não mede? 🔬🇧🇷

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🔬🇧🇷 O Brasil chegou a 1.510 cientistas entre os mais influentes do mundo, alta de 3,4% ante 2025. É um avanço real — mas a permanência na 24ª posição global pede uma leitura menos celebratória e mais cuidadosa. 🧵

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A lista é produzida por John Ioannidis, de Stanford, com dados da Elsevier/Scopus. Entram os 100 mil maiores índices de impacto ou os 2% do topo em cada subárea, considerando publicações até o fim de 2025.

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O critério central é o c-score, que combina citações e posição de autoria — como autor único, primeiro ou último. Isso ajuda a distinguir contribuições, mas não transforma “citação” em sinônimo perfeito de qualidade, relevância social ou inovação.

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Entre os destaques estão Carlos Augusto Monteiro, referência em nutrição; Paulo Artaxo, clima; Ester Sabino, genômica; Mayana Zatz, genética; e pesquisadores da Embrapa, Cemaden, UFPel e CBPF. A força brasileira aparece em problemas concretos do país.

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Há uma contradição nos números: os EUA têm 73.638 nomes e a China, 37.203. O Brasil, com 1.510, está distante não só em volume, mas em capacidade continuada de financiar laboratórios, bolsas, infraestrutura e redes internacionais.

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Rankings também carregam vieses: bases como a Scopus tendem a favorecer publicação em inglês, periódicos indexados e áreas com alta densidade de citações. Pesquisa regional, extensão, dados abertos e impacto em políticas públicas podem ficar subestimados.

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O dado mais importante não é apenas “quantos brasileiros entraram”. É se esse conhecimento terá financiamento estável, carreiras menos precárias e capacidade de chegar à escola, ao SUS, à agricultura e à prevenção de desastres. Ciência forte é infraestrutura coletiva.

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