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📊 Dívida externa chegou a US$ 407,1 bi e superou reservas de US$ 402 bi. Entenda o que mudou — e quais são os riscos.

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📊 O Brasil voltou a ser devedor externo líquido após 19 anos. A dívida externa total alcançou US$ 407,1 bilhões, acima das reservas de US$ 402 bilhões, segundo o Banco Central. A diferença: US$ 5,1 bilhões. 🧵

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Na prática, o indicador compara os ativos externos do país — principalmente reservas internacionais — com as dívidas de governo, bancos e empresas junto ao exterior. Desde 2007, o saldo era favorável ao Brasil; agora, voltou ao campo negativo.

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A dívida externa está no maior nível em 40 anos de série histórica. No governo Lula, segundo os dados citados, ela cresceu 27,4%, em ritmo superior ao avanço das reservas internacionais.

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Isso não representa uma crise imediata. Economistas e agências de risco avaliam que o país ainda tem reservas robustas e recebe investimento estrangeiro direto suficiente para financiar o déficit externo, sem consumir esses recursos.

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O ponto de atenção é o déficit em transações correntes: US$ 67,4 bilhões no ano passado, mais que o dobro dos US$ 27 bilhões de 2023. Ele reúne comércio, serviços, remessas de lucros, juros e transferências ao exterior.

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Entre os fatores que ampliam as saídas de dólares estão gastos com serviços digitais, investimentos em criptoativos e pagamentos a credores externos. Exportações ajudam a compensar, mas a margem de segurança ficou menor.

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Analistas consideram improvável a volta aos níveis de duas décadas atrás, quando a dívida externa líquida passava de US$ 70 bilhões. Mas veem possibilidade de ela se aproximar de US$ 30 bilhões nos próximos dois anos — um dado para acompanhar de perto.

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