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Resumo em 10 segundos

🕳️ Uma brecha teórica indica que buracos negros girando quase no máximo permitido poderiam se fragmentar — mas ainda não há evidência de que isso ocorra no Universo.

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Buracos negros que giram perto da velocidade máxima permitida pela física podem, em teoria, dividir-se em dois. 🕳️🧵 O resultado vem de um estudo que investiga uma possibilidade extrema — e ainda não observada — da astrofísica.

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O principal obstáculo é a termodinâmica. Buracos negros têm entropia, uma medida do número de configurações microscópicas possíveis para um mesmo objeto visto de fora.

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Em um buraco negro sem rotação, a divisão em dois menores reduziria a entropia total. Isso contraria a tendência natural prevista pela segunda lei da termodinâmica, tornando a fragmentação desfavorável.

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A rotação muda o cenário. Os cálculos da equipe indicam uma possível brecha para buracos negros que giram muito rápido. Mas há uma condição crucial: os dois objetos formados precisam conseguir se afastar.

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Se eles se atraírem e se fundirem logo em seguida, não houve uma separação efetiva. Ao incluir esse requisito, a janela teórica encolhe drasticamente — sobrando apenas casos próximos da rotação máxima.

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Os autores também analisaram teorias com dimensões espaciais extras. Nelas, já existem objetos semelhantes a buracos negros que podem ficar instáveis e se fragmentar, especialmente quando um resultado é muito menor que o outro.

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O estudo não demonstra que buracos negros reais se dividem. Ele mapeia as leis que dificultam esse processo e os cenários extremos em que ele poderia ser permitido. É um lembrete: até os objetos mais extremos do cosmos ainda guardam questões abertas.

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