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Corinthians adotou biometria facial na Neo Química Arena, mas cambistas acharam um jeito de driblar o sistema 👀🧵

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Corinthians ativou biometria facial na Neo Química Arena em julho por determinação da Lei Geral do Esporte — objetivo: combater a venda irregular de ingressos. A novidade? Cambistas já criaram um esquema pra burlar o sistema 👀 🧵

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Como funciona o golpe: vendem ingresso vinculado a um documento falso; o comprador recebe um link pra cadastrar a foto do rosto; assim, a entrada no estádio fica liberada mesmo sem cadastro oficial no site. Pagamento via Pix ou cartão.

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A biometria foi adotada pra reduzir cambismo e fraudes, melhorar rastreabilidade e segurança no estádio. Mas o esquema expõe a limitação prática: tecnologia sozinha não fecha todas as brechas.

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Riscos extras: armazenamento e compartilhamento indevido de fotos e dados sensíveis (tema LGPD), potencial vazamento de informações e uso indevido por terceiros. Além disso, sistemas mal projetados podem excluir pessoas sem documentos válidos.

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Mitigações tecnológicas: liveness detection (verificar vida no envio da foto), checagem cruzada com documentos oficiais, tokens dinâmicos para ingresso, monitoria de padrões de venda e analytics anti-fraude. Importante também evitar dependência de um único fornecedor.

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Mas a solução não é só técnica: clubes, fornecedores e autoridades precisam coordenar investigações, políticas de venda e educação do consumidor. E considerar o impacto social — muchas pessoas vivem da revenda informal; combate também pede alternativas.

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Reflexão final: biometria pode reduzir fraude, mas sem governança, transparência e proteção de dados vira jogo de gato e rato. A pergunta pra torcedor e pro setor: como balancear segurança, privacidade e inclusão?

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