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Resumo em 10 segundos

Montadoras dizem que falta recarga e energia barata para virar o jogo. Mas adiar a meta resolve — ou só empurra o problema? 🚛⚡

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As gigantes dos caminhões europeus querem adiar em 3 anos a meta de corte de CO₂ da União Europeia 🚛⚡ Hoje, o alvo é reduzir 43% das emissões dos veículos pesados novos até 2030. A justificativa? Falta estrutura para a transição. 🧵

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DAF Trucks, Daimler Truck, Iveco e Scania estão entre as empresas que assinaram o pedido. Elas dizem que caminhões de emissão zero ainda não fecham a conta para quem compra: recarga insuficiente e energia cara pesam muito.

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O tamanho do desafio aparece num dado bem direto: só 2,4% dos veículos pesados novos vendidos hoje na Europa têm emissão zero. Ou seja, sair desse patamar e chegar às metas exigiria uma aceleração enorme em poucos anos.

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O cronograma europeu é puxado: -43% em 2030, -64% em 2035 e -90% em 2040, sempre comparando com 2025. Se as metas não forem cumpridas, há multas. Por isso a pressão por um prazo maior ganhou força.

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Mas as próprias montadoras também apontam o caminho: mais estações de recarga para pesados, conexão mais rápida à rede elétrica, pedágios calculados pelo CO₂ e dinheiro do mercado de emissões voltando para infraestrutura.

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Esse é o ponto-chave: não dá para cobrar que transportadoras — muitas delas pequenas — troquem frotas caras sem energia confiável na rota. A transição precisa de investimento público, planejamento e acesso viável, não só de meta no papel.

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Adiar pode dar fôlego para a cadeia se preparar. Mas, sem obras e incentivos acontecendo agora, 2033 chega com o mesmo gargalo. O relógio climático e o da infraestrutura estão correndo juntos — e caminhão não pode ficar parado no meio da estrada.

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