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🚌 Usuários vão às ruas cobrar respostas: se há milhões em aporte público, por que o transporte ainda é alvo de tantas queixas? 🧵

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Teresina terá nesta quarta (16) o “Velório do SETUT” 🚌⚰️ Usuários do transporte público se concentram às 17h, na Praça do Fripisa, para denunciar a precariedade do serviço. Mas como um sistema essencial chegou a virar alvo de um funeral simbólico? 🧵

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O alvo é o SETUT, sindicato que representa as empresas operadoras. A convocação pede roupas pretas, velas, flores e até urna funerária. O recado é direto: para quem depende do ônibus todos os dias, o serviço estaria funcionando — ou apenas sobrevivendo?

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Há um número que torna o protesto ainda mais incômodo: a Prefeitura repassa R$ 6,321 milhões por mês às empresas. Em um ano, são R$ 75,8 milhões de recursos públicos. Se o dinheiro é público, por que a população não percebe padrão público de qualidade?

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Transporte coletivo não é detalhe: define quem chega ao trabalho no horário, quem consegue estudar, fazer uma consulta ou atravessar a cidade com segurança. Quando o ônibus falha, o custo recai justamente sobre quem tem menos alternativas. Quem responde por esse tempo perdido?

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A prefeitura anunciou licitação para 96 novos ônibus: 51 midi, 4 básicos e 41 padrão. Também prometeu 500 novas paradas e recuperação das depredadas. Renovar frota é necessário — mas basta comprar veículos se frequência, lotação, rotas e fiscalização continuarem sem resposta?

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E outra pergunta inevitável: quando esses 96 ônibus vão rodar, em quais linhas e com qual impacto real na espera? Licitação é o começo, não a solução pronta. Usuários precisam de metas públicas, prazos verificáveis e transparência sobre a operação.

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O “velório” usa o luto como protesto, mas expõe uma cobrança bem concreta: transporte digno não pode ser promessa de campanha nem favor das empresas. R$ 75,8 milhões anuais deveriam se traduzir em viagens mais seguras, regulares e acessíveis. Teresina vai acompanhar essa conta?

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