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Resumo em 10 segundos

🧠 Multiplicar campanhas é importante — mas comunicar para prevenir violência exige pesquisa, escuta e responsabilidade.

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Cartazes, cards e slogans contra a violência de gênero se multiplicaram no Brasil. Mas uma pergunta incômoda ficou no ar: e se parte dessas campanhas não estiver usando o que a ciência já sabe sobre prevenção? 🧠🧵

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Foi dessa inquietação que pesquisadores do Grupo Tramas, da UnB, partiram. Janaína Penalva e Felipe Polydoro defendem uma conversa franca: comunicar não é só informar que existe violência. É entender como ela se sustenta socialmente.

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A história começa com um avanço real: desde a Lei Maria da Penha, campanhas passaram a ocupar mais o espaço público. Elas informam direitos, incentivam denúncias e rompem silêncios. Mas quantidade, por si só, não garante impacto.

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Pesquisas e especialistas ouvidas pelo grupo apontam um limite recorrente: muitas peças tratam a agressão como um episódio isolado, sem questionar a ideia de que homens podem controlar corpos, escolhas e desejos das mulheres.

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A lição científica central é direta: violência de gênero não nasce do nada nem é “problema de casal”. Ela se conecta à desigualdade e a modelos de masculinidade que normalizam posse, ciúme e dominação.

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Por isso, uma boa campanha não fala apenas com quem sofre violência. Ela também interpela quem pode praticá-la, quem presencia sinais de abuso e as instituições responsáveis por acolher, proteger e garantir direitos.

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Comunicação baseada em evidências pede mais do que uma frase de efeito: pede escuta de mulheres, linguagem acessível, avaliação de resultados e compromisso contínuo. Prevenir violência é também disputar as histórias que a tornam aceitável.

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