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Resumo em 10 segundos

A maior parte da alta complexidade oncológica depende de hospitais filantrópicos — mas a conta do tratamento não fecha. 🏥🎗️

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🎗️ O tratamento de câncer no SUS depende fortemente de hospitais filantrópicos, mas o financiamento não acompanha os custos. No Hospital de Câncer de Mato Grosso, o déficit estrutural chegou a R$ 3,3 milhões por mês. 🧵

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Dos 338 serviços de oncologia credenciados no Brasil, 205 são filantrópicos. Em 2025, eles realizaram 66% das 4,7 milhões de sessões de quimioterapia e 73% dos quase 190 mil procedimentos de radioterapia do SUS.

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Entre setembro de 2024 e setembro de 2025, o HCanMT fez 246.891 atendimentos: foram 37.562 sessões de quimioterapia, 32.782 de radioterapia, 6.946 internações e 5.632 cirurgias.

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A receita mensal do hospital foi de R$ 6,8 milhões: R$ 5,3 milhões vieram do SUS, R$ 765 mil do Fundo Estadual e cerca de R$ 800 mil de doações. As despesas, porém, alcançaram R$ 10,1 milhões.

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Só materiais e medicamentos consumiram R$ 3,3 milhões mensais. Segundo o setor filantrópico, a tabela de remuneração do SUS acumula defasagem estimada em cerca de 60%, mantendo o pagamento abaixo do custo real da assistência.

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A diferença aparece em uma internação oncológica: o repasse pode ser de R$ 1.438, enquanto o custo chega a R$ 8.050. Doações, emendas e aportes pontuais ajudam, mas não substituem financiamento regular e previsível.

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O diagnóstico tardio agrava a conta e reduz as chances de bons desfechos: casos avançados costumam exigir tratamentos mais longos e caros. Fortalecer prevenção, diagnóstico precoce e custeio da oncologia é decisivo para sustentar o acesso no SUS.

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