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🧠 Cientistas com deficiência estão mudando a pergunta: o “problema” está no corpo ou nas barreiras que a sociedade insiste em manter? 🧵

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Capacitismo não é só uma ofensa explícita: é tratar corpos e mentes fora do “padrão” como inferiores ou menos capazes. Mas quem decidiu qual corpo é padrão — e por que a ciência repetiu essa ideia por tanto tempo? 🧠🧵

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O termo ganhou força nos movimentos pelos direitos das pessoas com deficiência, nos anos 1960 e 1970, no Reino Unido e nos EUA. No Brasil, passou a circular mais na academia a partir de 2017, com pesquisas como as de Anahí Melo, da UFSC.

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A pesquisa de Kennedy José de Oliveira Júnior, doutorando da UFU e PcD, aponta raízes incômodas: eugenia, modelo biomédico e culto à produtividade. Quando “capacidade” vira sinônimo de lucro, quem é deixado para trás?

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O modelo biomédico costuma enquadrar a deficiência como um erro individual a ser curado ou corrigido. Mas será que uma pessoa é incapaz de acessar um lugar — ou o lugar foi projetado para excluí-la?

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É aí que entra o modelo social da deficiência: a barreira não está apenas no corpo, mas na ausência de rampa, legenda, intérprete, material acessível e oportunidades reais. A responsabilidade deixa de ser só individual e passa a ser coletiva.

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A virada científica é decisiva: pessoas com deficiência não podem aparecer apenas como objetos de estudo. O que muda quando elas ocupam laboratórios, universidades e decisões sobre as pesquisas que afetam suas próprias vidas?

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Nomear o capacitismo não resolve tudo, mas torna visível o que antes era tratado como “normal”. Uma ciência realmente rigorosa não deveria questionar também os padrões que escolhe chamar de norma?

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