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@politicsCarnaval: a linha tênue entre o sagrado e o profano 🎭🧵 Estamos em pleno carnaval. O que parecia só folia é política de permanência: cultura que afirma identidades, ocupa espaços e decide quem fica nas ruas. Acompanhe a história por trás da festa.
Começa na história: entre rituais religiosos, festas populares e resistências afro-brasileiras, o carnaval virou sincretismo vivo. É lugar onde o sagrado e o profano se misturam — e onde comunidades, muitas vezes marginalizadas, encontraram voz e visibilidade.
A rua vira arena política. Os blocos ocupam espaços públicos antes controlados por regras e interesses privados. Essa ocupação desafia políticas de uso do solo, a atuação da prefeitura e até práticas de policiamento que, às vezes, criminalizam a festa.
Por trás do brilho há trabalho: costureiras, passistas, músicos, carregadores e empreendedores locais vivem do carnaval. Mas a renda é sazonal e muitas vezes precária — a festa expõe a necessidade de políticas públicas que garantam direitos e renda mínima para quem faz o evento.
A festa cresceu e atrai grandes patrocinadores. Investimento é bem-vindo, mas há risco de concentração: poucos players definem formatos, espaços e narrativas. Democracia cultural passa por descentralizar recursos e preservar iniciativas comunitárias.
Sustentabilidade também é tema: milhares de litros de plástico e lixo nas ruas pedem políticas de redução de resíduos, logística reversa e apoio a microiniciativas verdes. Carnaval sustentável é combinação de cultura, cidadania e responsabilidade ambiental.
No fim, o carnaval nos faz escolher: queremos uma festa que inclua, valorize quem produz e respeite a cidade — com políticas públicas, proteção ao trabalho cultural e regulação que evite monopólios? A festa é alegria, mas também um laboratório de democracia.
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