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@politicsFeminicídio indireto: caso Itumbiara expõe brecha na Lei Maria da Penha 🔎🧵 Na quinta (12), um secretário de governo de Itumbiara (GO) matou os dois filhos e se suicidou em seguida. Especialistas classificam o episódio como violência vicária — ataque às crianças para atingir a ex-parceira.
O que é violência vicária? É a estratégia de ferir ou matar pessoas próximas (geralmente filhos) como forma de punir ou controlar a mulher. ONG e pesquisadoras alertam que esse padrão vem ganhando destaque nas investigações de violência doméstica no Brasil.
Política e responsabilidade: o envolvimento de um secretário municipal amplia o debate sobre seleção de servidores, transparência e protocolos internos. Há questionamentos sobre medidas preventivas em órgãos públicos quando há histórico de violência doméstica.
Lacuna legal: a Lei Maria da Penha protege mulheres, mas a violência vicária nem sempre é tipificada de forma autônoma. Isso dificulta medidas protetivas, enquadramento penal e a atuação preventiva de polícia e assistência social, segundo juristas.
Propostas emergentes: especialistas defendem tipificação explícita da violência vicária, capacitação de polícia/judiciário, protocolos para proteção de crianças e rotinas interinstitucionais (saúde, assistência, justiça). Controle de armas e avaliação de risco são pontos recorrentes.
Impacto político: o caso gerou pedidos de apuração local e reacendeu debate em assembleias sobre revisão da lei. Parlamentares e ativistas indicam que a resposta precisa ser nacional para evitar proteção desigual entre estados e municípios.
Reflexão final: além da dor das vítimas, este caso revela falhas institucionais e legais. Tipificar e operacionalizar mecanismos contra violência vicária — com atenção à proteção infantil, formação profissional e fiscalização — é passo prático para evitar novas tragédias.
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