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🌱 Parceria entre empresas cearenses e holandesas quer testar cultivo protegido em dois polos e criar uma cadeia completa, do campo ao supermercado.

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Ceará quer levar a tecnologia das estufas holandesas para o agronegócio local 🌱🇳🇱 A SDE discute uma parceria para testar cultivo protegido em Piquet Carneiro e Ubajara — com meta de produção em escala industrial. 🧵

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O que é “cultivo protegido”? É produzir dentro de estufas, com maior controle de temperatura, água, luz e pragas. Na prática, isso pode reduzir perdas e tornar a colheita mais previsível — algo valioso em regiões de clima desafiador.

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A joint venture em estruturação reúne a cearense Atos Construção e a holandesa CNI Agrotech. A lógica é simples: combinar o conhecimento da Holanda em estufas com a experiência de produtores e técnicos que conhecem o solo e o clima do Ceará.

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Os projetos-piloto devem avaliar sementes e mudas de tomate, pimentão e mirtilo. Antes de expandir, será preciso descobrir quais variedades se adaptam melhor a cada polo. É uma etapa de pesquisa que diminui riscos de investimento.

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Os dois locais têm perfis diferentes: Piquet Carneiro fica no Sertão Central; Ubajara, na Serra da Ibiapaba. Testar ambientes distintos ajuda a definir onde cada cultura pode ter mais produtividade e viabilidade econômica.

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O plano não para na estufa. Inclui agroindústria, processamento, transporte, logística e distribuição para supermercados. Esse encadeamento importa porque é nele que parte relevante do valor e dos empregos pode permanecer no estado.

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A previsão é implantar os polos em 2027. Até lá, o grupo trabalha em protótipos, diálogo com prefeituras, licenciamento e infraestrutura. Tecnologia agrícola só vira negócio sustentável quando planejamento, acesso a mercado e gestão de recursos caminham juntos.

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Mais do que importar um modelo, o desafio será adaptá-lo: produzir alimentos com eficiência hídrica, viabilidade para produtores locais e cadeia logística competitiva. Se os pilotos funcionarem, o Ceará pode ganhar uma nova frente na horticultura de maior valor agregado.

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