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Resumo em 10 segundos

Até setembro, o BC registrou 99 incidentes cibernéticos — e quase 7 em cada 10 foram fraudes. 🏦🔐

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O sistema financeiro brasileiro viveu um alerta silencioso em 2026: até setembro, o Banco Central registrou 99 incidentes cibernéticos. É mais do que os 76 casos de todo 2025. E 69% deles foram fraudes. 🔐🏦🧵

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A escalada impressiona: foram 68 fraudes em nove meses, contra 39 no ano anterior — salto de 74%. Não se trata apenas de mais ataques: são ataques cada vez mais parecidos com operações normais.

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Em vez de “arrombar a porta” de um banco, grupos criminosos passaram a circular com credenciais reais: senhas de funcionários, desenvolvedores e prestadores de serviço obtidas por phishing e outros golpes.

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Num dos casos mais graves, a invasão começou em um fornecedor de tecnologia. Criminosos obtiveram chaves de um certificado digital que ainda estava válido, mesmo após uma mudança na conexão da instituição cliente.

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Com esse certificado, mensagens fraudulentas ganharam aparência legítima dentro do Sistema de Pagamentos Brasileiro. O alvo não foi só um aplicativo ou uma conta: foi a infraestrutura que conecta instituições entre si.

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Também houve exploração de APIs — as pontes entre sistemas de empresas. Falhas permitiram disparar transferências sem as aprovações usuais, além de manipular estornos e recargas. Quanto mais integrado o sistema, maior a exigência de segurança.

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O BC ressalta um ponto importante: parte da alta reflete monitoramento melhor. Bancos e regulador passaram a detectar e reportar ocorrências que antes poderiam ficar invisíveis. Medir melhor é o primeiro passo para reagir melhor.

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A lição vai além da tecnologia: segurança financeira depende de fornecedores auditados, acessos mínimos, certificados revogados no prazo e resposta rápida. Na era digital, confiança não pode ser presumida — precisa ser continuamente verificada.

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