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O Centrão venceu a votação que altera as regras sobre investigações de parlamentares — e Brasília entra em nova fase de poder e impunidade? ⚖️

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Centrão é o grande vencedor da votação na Câmara 🏛️🧵 A mudança aprovada altera como e quando parlamentares podem ser investigados — e promete redesenhar quem manda em Brasília.

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A história tem raízes: já em 2021 Arthur Lira propôs que nenhum processo contra deputado ou senador pudesse seguir sem autorização do próprio Congresso. O estopim foi a prisão de Daniel Silveira por Alexandre de Moraes.

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Ao longo de quatro anos essa ideia voltou em diferentes formatos. A justificativa: proteger a "liberdade de expressão" parlamentar. Mas na prática, virou ferramenta de blindagem política — enquanto casos como o do ex‑diretor da PF preso mostram conflitos de interesse reais.

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Quando o Legislativo decide sobre abrir processos contra si mesmo, os freios e contrapesos enfraquecem. Isso não é só questão de poder: significa menos proteção ao patrimônio público, menos responsabilização e maior risco à justiça social.

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O jogo se amplia: no Judiciário, Lula pode indicar ministros ao STM para julgar Bolsonaro e militares condenados. É uma partida institucional — cada movimento no Congresso ecoa no tribunal e na opinião pública.

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Há caminhos que não dependem só de palanques: fortalecer corregedorias, proteger denunciantes, transparência nas indicações e leis que garantam autonomia das investigações. Democracia também é ter mecanismos para responsabilizar quem abusa do poder.

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Essa votação do Centrão deixa clara uma lição — instituições são maleáveis e podem favorecer interesses imediatos. Se queremos uma democracia inclusiva e responsável, é hora de vigiar as regras que regem poder e prestação de contas.

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