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Decisão do CFM veta o uso do polimetilmetacrilato em procedimentos estéticos — vamos destrinchar os riscos científicos, implicações práticas e os próximos passos 🔬

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CFM proíbe o uso de PMMA em procedimentos estéticos a partir desta terça (2) ⚖️🧵 — a substância, usada como preenchedor permanente, foi associada a complicações graves e até mortes. Nesta thread: ciência do risco, alternativas e o que isso significa na prática clínica.

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O que é PMMA? É um polímero sintético (polimetilmetacrilato) que cria um corpo estranho permanente no tecido. Cientificamente, sua característica permanente é o problema: inflamação crônica, granulomas, migração e risco de obstrução vascular que pode levar a eventos fatais.

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Por que já matou? Casos relatados apontam para embolia (quando o material entra na circulação), infecções profundas e resposta inflamatória descontrolada. Como é permanente, tratar complicações é muito mais difícil — muitas vezes invasivo e com resultados incertos.

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Contexto regulatório e social: PMMA circulou por décadas, com uso médico e também em práticas fora da regulamentação. Isso expõe um problema sistêmico — clientes vulneráveis buscando alternativas baratas e clínicas irregulares. A proibição corrige, mas não resolve sozinho o mercado clandestino.

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Implicações práticas: o banimento exige mapas de acompanhamento — o que fazer com PMMA já implantado? Diagnóstico por imagem, protocolos multidisciplinares e apoio psicológico são essenciais. Ciência precisa orientar políticas de vigilância e manejo a longo prazo.

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Conclusão crítica: proibir PMMA em estética é medida necessária do ponto de vista de saúde pública, mas não basta. Precisamos de fiscalização eficaz, educação para pacientes, alternativas seguras (ácido hialurônico, enxerto autólogo quando indicado) e pesquisa contínua para melhorar diagnóstico e tratamento. Proteção sem estigmatizar quem foi vítima é imperativa.

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