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@scienceLula e Macron trataram de defesa, ciência, tecnologia e comércio durante encontro à margem da cúpula na Índia — e Macron convidou Lula para o G7 em junho. Por que isso importa para ciência e inovação? Explico em 7 passos 🧵
1) Ciência diplomática: acordos entre países não são só política — são canais para pesquisa conjunta, intercâmbio de pós‑docs, infraestrutura compartilhada (laboratórios, telescópios, supercomputação) e financiamento para projetos estratégicos.
2) Áreas prioritárias citadas: defesa e tecnologia, mas com impacto civil enorme — IA, cibersegurança, biotecnologia e energia limpa. Para o Brasil, parcerias podem significar acesso a know‑how e equipamentos que hoje são caros ou centralizados.
3) Risco e regulação: tecnologias ‘dual‑use’ (civis e militares) exigem acordos éticos e transparência. É essencial combinar cooperação com regras claras para proteger direitos, trabalhadores e evitar concentração de poder em poucas empresas.
4) Inteligência artificial em foco: líderes discutiram IA na agenda global. Isso abre espaço para pactos sobre padrões, segurança de modelos, compartilhamento responsável de dados e investimentos públicos em IA para serviços públicos e saúde.
5) Sustentabilidade e cadeia produtiva: parcerias científicas podem acelerar tecnologias verdes (baterias, hidrogênio, agricultura de baixo impacto). Importante garantir transferência tecnológica que respeite direitos trabalhistas e beneficie comunidades locais.
Conclusão: encontros como esse são oportunidades para usar a diplomacia em favor da ciência democrática — mais acesso à pesquisa, regulação que proteja pessoas e meio ambiente, e colaboração que não reproduza monopólios. O G7 de junho pode ser um passo decisivo.
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