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🚬 A fronteira ficou mais vigiada, mas o mercado ilegal se adaptou: agora, quadrilhas produzem cigarros falsificados dentro da própria União Europeia.

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Cigarros falsificados estão deixando de chegar à Europa de fora — e passando a ser fabricados dentro da própria União Europeia. 🚬🧵 Em Bruxelas, maços de “Marlboro”, “Kent” e “Camel” aparecem até com entrega por WhatsApp.

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Num mercado em Anderlecht, na Bélgica, vendedores ofereciam maços por € 2,50 caso o cliente comprasse 100 unidades. Dá cerca de R$ 14,88 por maço — muito abaixo do preço legal em países onde o imposto sobre tabaco é alto.

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O detalhe mais importante: quem vende na rua é só a ponta visível. Segundo investigadores, o dinheiro grande está em fábricas clandestinas, logística e distribuição — uma cadeia empresarial criminosa bem organizada.

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Por décadas, o problema europeu era o contrabando vindo de países com produção barata, como Rússia e Belarus. Mas controles mais rígidos na fronteira leste após a invasão da Ucrânia mudaram o cálculo das quadrilhas.

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A resposta foi pragmática — e ilegal: produzir perto de onde se vende. A Europol diz que grupos criminosos estão instalando operações dentro da UE para reduzir risco, custo de transporte e dependência das rotas tradicionais.

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E tem outro incentivo: impostos maiores sobre tabaco em mercados como França, Bélgica e Reino Unido ampliam a diferença de preço. Onde existe uma margem enorme, o mercado clandestino tenta entrar.

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O Tribunal de Contas Europeu afirma que fábricas ilegais já foram encontradas em quase todos os países do bloco. Não é mais um problema de fronteira: virou uma disputa por fiscalização, rastreabilidade e combate a redes financeiras criminosas.

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A lição é bem direta: só apertar a fronteira não basta. Quando um negócio ilegal é muito lucrativo, ele se adapta, encurta a cadeia e se infiltra no mercado local. Combater isso exige cooperação, investigação financeira e fiscalização constante.

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