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Resumo em 10 segundos

Jelres Freitas, de 31 anos, dirige um escritório e usa sua experiência com uma doença rara para defender pacientes. ♿⚖️

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Aos 31 anos, Jelres Freitas vive com atrofia muscular espinhal (AME), dirige um escritório e defende pacientes no Direito da Saúde. A experiência com uma doença rara virou instrumento de atuação profissional. ♿⚖️🧵

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Morador de Sumaré (SP), Jelres depende de apoio para tarefas como sentar, se alimentar e sair de casa. Ele movimenta o pescoço e alguns dedos; à noite, usa aparelho de auxílio respiratório.

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A AME é uma doença rara e degenerativa. Segundo o Ministério da Saúde, ela afeta a produção de uma proteína essencial aos neurônios motores, responsáveis por movimentos voluntários e funções como respirar e engolir.

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No trabalho, a tecnologia adaptada é decisiva: Jelres usa um mouse ajustado à mão para digitar, clicar, participar de videochamadas e acompanhar processos. Ele não utiliza teclado.

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O escritório tem oito colaboradores diretos e oito profissionais parceiros. A rotina mostra que acessibilidade não é detalhe: é condição concreta para estudo, trabalho, autonomia e participação social.

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Ele enfrentou barreiras de acessibilidade na escola, na universidade e no Judiciário. Ao escolher o Direito da Saúde, passou a defender pessoas que também lidam com doenças graves e raras.

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Quando disse que queria ser advogado, ouviu do pai que precisava “se enxergar”. Hoje, Jelres sustenta uma resposta prática a esse tipo de descrença: deficiência não define nem limita o potencial de uma pessoa.

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No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, sua trajetória reforça um ponto objetivo: inclusão depende de acesso contínuo a cuidados de saúde, tecnologia assistiva e ambientes realmente acessíveis.

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