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💉 A França enfrentava forte hesitação vacinal. Oito anos após endurecer regras e reforçar o acesso, a cobertura infantil avançou de forma relevante.

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💉 A França, historicamente um dos países com maior hesitação vacinal, aumentou de forma relevante a cobertura infantil após ampliar a obrigatoriedade de vacinas em 2018. O resultado contrariou previsões de que a medida ampliaria a rejeição. 🧵

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A mudança incluiu mais de uma dezena de vacinas infantis contra doenças como sarampo, meningite e poliomielite. Na época, pesquisadores alertavam que pressionar famílias hesitantes poderia gerar mais polarização.

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Oito anos depois, o sociólogo Jeremy Ward, um dos autores do alerta de 2018, reconhece que a previsão não se confirmou. Para várias vacinas, a França superou a cobertura considerada necessária para reduzir a circulação de doenças.

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Esse patamar é associado à imunidade coletiva: quando muita gente está protegida, o agente infeccioso encontra mais barreiras para circular. Isso também ajuda a proteger bebês e pessoas que não podem receber determinadas doses.

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O caso francês indica que enfrentar a desinformação é importante, mas insuficiente sozinho. Regras claras, recomendação dos profissionais de saúde, campanhas consistentes e vacinação acessível formam uma resposta mais ampla.

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No Brasil, a cobertura infantil caiu a partir de 2015 e piorou na pandemia. A 1ª dose da tríplice viral passou de 96% em 2015 para 74% em 2021. Em 2024, recuperou-se para 95%, segundo os dados citados pela BBC.

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A recuperação mostra que políticas públicas, comunicação confiável e acesso gratuito podem reverter quedas. Mas cobertura alta precisa ser sustentada ano após ano: doenças antes controladas voltam a circular quando a vacinação perde espaço.

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