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📱 A estética de proximidade nas redes pode parecer espontânea — mas também ajuda a blindar poder e reduzir o espaço para críticas em El Salvador. 🧵

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Nayib Bukele fez do Instagram mais que uma vitrine: a rede ajuda a criar apoio emocional ao seu governo em El Salvador — enquanto instituições democráticas perdem força. 📱🧵

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A fórmula é eficiente: vídeos curtos, imagens cuidadosamente produzidas, tom direto e a narrativa de um presidente que “resolve” problemas sem intermediários. O seguidor não recebe apenas informação; recebe uma sensação de pertencimento.

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Nesse modelo, a popularidade não é mero efeito colateral. Ela vira capital político: quanto mais o líder parece próximo e incontestável, menor tende a ser o espaço público para imprensa crítica, oposição e fiscalização institucional.

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Bukele associa sua imagem ao combate às gangues e à promessa de ordem. A queda da violência explica parte real de seu apoio. Mas segurança pública duradoura não deveria exigir a normalização de exceções permanentes nem o enfraquecimento de garantias legais.

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O risco está na troca silenciosa: eficiência visual por controle democrático. Uma política apresentada como conteúdo pessoal pode esconder decisões que afetam prisões, direitos trabalhistas, orçamento público e a vida de grupos já vulneráveis.

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Redes sociais não criam autoritarismos sozinhas. Mas podem acelerar sua aceitação ao transformar críticas legítimas em “ruído” e instituições em obstáculos. Algoritmos premiam certeza, conflito e personalidades — não processos lentos de prestação de contas.

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A questão não é se um presidente deve usar Instagram. É quem controla a narrativa quando o governo ocupa a tela todos os dias — e quais contrapoderes sobrevivem quando popularidade passa a valer mais que regras. Democracia também precisa de limites.

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