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Resumo em 10 segundos

Uma entrevista da USP mostra por que entender a ciência também exige olhar para as ideias, os conflitos e o tempo em que ela é produzida. ⚛️📚

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Física quântica, história e compromisso social podem dialogar — e render perguntas melhores sobre como a ciência avança. ⚛️ Em entrevista ao Jornal da USP, Olival Freire Júnior revisita uma trajetória movida por essas conexões. 🧵

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Freire Júnior começou pela Engenharia Elétrica, atraído pela matemática e pela Física. No meio do curso, a fascinação por relatividade, mecânica quântica e física nuclear falou mais alto: ele migrou para a Física.

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O caminho não foi linear — e isso é inspirador. Ele iniciou o mestrado aos 34 anos, em História das Ciências, mostrando que a formação científica pode ter muitos ritmos, portas de entrada e recomeços.

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Sua pesquisa combina duas lentes: acompanhar a evolução das teorias físicas e investigar os contextos sociais, políticos e ideológicos em que elas surgem. Não é reduzir ciência à política; é entender melhor como perguntas e escolhas científicas acontecem.

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Um personagem central dessa reflexão é o físico David Bohm. Em meio ao macartismo nos EUA, suas convicções marxistas se relacionaram à sua postura crítica diante da interpretação dominante da mecânica quântica.

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A lição é poderosa: a ciência ganha quando acolhe debate conceitual, memória histórica e diversidade de trajetórias. Conhecer o contexto não diminui uma teoria — pode revelar por que novas ideias tiveram coragem de desafiar consensos.

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