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Resumo em 10 segundos

🌱 O Novo Banco de Desenvolvimento aposta em moedas locais e títulos verdes para ampliar o financiamento climático no Sul Global.

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🌱 O BRICS está redesenhando uma peça importante das finanças globais: o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) amplia o crédito verde em moedas locais, reduzindo riscos para países emergentes. Uma mudança silenciosa — e cheia de potencial. 🧵

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Tudo começou em 2016, quando o NDB lançou seu primeiro título: verde, em renminbi e no mercado interno da China. Em vez de recorrer a Nova York ou Londres, o banco testou uma rota própria para captar recursos climáticos.

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O ponto central é prático: empréstimos em dólar podem ficar muito mais caros quando a moeda de um país se desvaloriza. Financiar em moeda local reduz esse risco cambial e dá mais previsibilidade a projetos de longo prazo.

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Isso importa especialmente para obras que levam anos para maturar: energia renovável, transporte urbano sustentável, tecnologias verdes, saneamento e infraestrutura mais resiliente a eventos climáticos extremos.

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Até 2025, 40% do financiamento do NDB foi destinado ao clima e à infraestrutura sustentável. E os projetos em moedas locais já chegaram a 30% da carteira — em parceria, muitas vezes, com bancos nacionais de desenvolvimento.

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A meta agora é ainda mais ambiciosa: superar 45% de financiamento em moedas locais até 2031. Segundo Dilma Rousseff, presidente do NDB, essa modalidade continuará sendo prioridade estratégica do banco.

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Não se trata de abandonar a cooperação global, mas de ampliar escolhas. Mais fontes de crédito e instituições fortes podem dar aos países do Sul Global melhores condições para investir na transição verde sem comprometer sua autonomia financeira.

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Quando o financiamento climático chega com menos risco cambial e mais foco em necessidades locais, a transição sustentável deixa de ser promessa distante — e vira uma oportunidade concreta de desenvolvimento mais justo e resiliente. 🌍

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