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Resumo em 10 segundos

Exportações do ES valorizadas em dólar 📈: +291% por tonelada entre 2002 e 2024 — nem tudo são flores, vamos analisar impactos e riscos 🧐

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Espírito Santo avança: valor por tonelada exportada passou de US$83,22 (2002) para US$325,52 (2024) 🧵 Resultado: +291% em dólar; exportações de US$2,5 bi → US$10,7 bi. Volume quase estável (30,4M → 32,9M t), influenciado pelo fechamento da Samarco em 2016. Vou destrinchar.

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O que esse salto diz na prática? A elevação do valor por tonelada aponta para mais diversidade e agregação de valor — menos só volume, mais produtos com valor econômico. Mas quem captura esse valor? Empresas grandes, fornecedores locais ou trabalhadores?

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Lembrando o ES2025: em 2005 já se notava baixo valor por tonelada. O avanço atual reflete décadas de investimentos, políticas e movimentos do mercado externo. Ainda assim, há risco de concentração — poucos players podem ficar com a maior parte dos ganhos.

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O efeito Samarco (fechamento em 2016) mostra a vulnerabilidade: desastres ambientais reduzem volume e impõem custos sociais. Ganhar mais por tonelada é positivo se vier acompanhado de práticas sustentáveis e proteção aos direitos trabalhistas.

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Riscos macro e micro: câmbio, preços internacionais, frete e dependência de poucos mercados podem reverter ganhos. Estratégia sensata: promover industrialização local, apoiar PMEs exportadoras e mover a cadeia para produtos com maior valor agregado.

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O que o setor público deve fazer? Incentivos à agregação de valor, melhoria de infraestrutura portuária, formação técnica e certificações sustentáveis. E regulação para evitar que concentração de mercado capture todo o 'prêmio por tonelada'.

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Reflexão final: 291% de crescimento no valor por tonelada é um dado forte, mas não garante desenvolvimento justo. O desafio do Espírito Santo agora é transformar esse ganho em inclusão social, empregos qualificados e economia mais verde — senão vira só estatística.

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