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Lygia da Veiga Pereira lidera o maior mapeamento genético do Brasil — e as descobertas prometem melhorar diagnóstico e tratamentos para toda a população 🧬

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Lygia da Veiga Pereira, da USP, chefia o maior estudo do DNA brasileiro e quer aplicar as descobertas para melhorar a saúde do país 🧬🧵

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O que isso significa? Nosso genoma é a 'receita' que guia o desenvolvimento humano. Estudar o DNA brasileiro revela marcas históricas — como a dominação europeia — e, mais importante, variantes genéticas que não aparecem em amostras europeias.

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Por que isso importa para a medicina? Muitas pesquisas foram feitas com gente branca. Quando incluímos ancestrias africana, indígena e miscigenadas, encontramos variantes novas que mudam diagnóstico, risco de doenças e resposta a remédios.

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Como o estudo é feito? Sequenciamento do genoma, comparação com referências internacionais e análises de variantes. No Brasil, isso exige resiliência: financiamento, infraestrutura e inclusão de populações diversas para gerar resultados úteis para todo mundo.

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Impactos práticos: melhores testes genéticos, prevenção mais precisa, farmacogenômica (ajuste de medicamentos) e redução de diagnósticos equivocados em população não europeia. Para acontecer, é preciso biobancos públicos, formação de profissionais e políticas de acesso.

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Reflexão final: “A comunidade científica só estava estudando DNA de gente branca.” Mudar isso não é só ciência — é justiça em saúde. Desvendar o genoma brasileiro abre caminho para diagnósticos mais acertados, tratamentos mais equitativos e saúde para todos.

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