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Sangue coletado há 14 anos levou à prisão de um suspeito — entenda passo a passo como a ciência forense resolveu o caso 🧵

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Exame de DNA de sangue recolhido em assalto de 2011 identifica suspeito 14 anos depois em Poço Fundo 🧬🧵 Homem de 36 anos foi preso; vestígios coletados quando ele quebrou o vidro da lotérica foram analisados agora e geraram a correspondência genética.

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Como isso funciona, passo a passo: quando o vidro foi quebrado, a perícia recolheu e preservou amostras de sangue. No laboratório, tecnólogos extraem o DNA, amplificam regiões específicas (marcadores STR) e geram um perfil genético comparável a outros perfis.

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A comparação foi feita com o banco de dados do IML: o perfil coincidia com um registro já presente. A Seção Técnica de Biologia e Bacteriologia Legal checou a qualidade da amostra e o delegado Éder Neves solicitou o exame confirmatório que levou à identificação.

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Importante contexto técnico: em 14 anos a sensibilidade dos testes aumentou — hoje é possível analisar vestígios mínimos (DNA em baixas quantidades) e usar métodos como sequenciamento mais avançado. Mas qualidade de coleta e cadeia de custódia continuam cruciais.

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Além da ciência, há questões éticas e sociais: bancos genéticos ajudam a resolver crimes, mas exigem regras claras sobre privacidade, uso e acesso aos dados. Investir em laboratórios públicos garante que justiça e tecnologia cheguem a todas as regiões, não só a grandes centros.

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Reflexão final: a resolução deste caso mostra como a ciência forense traz respostas mesmo anos depois. Para isso funcionar de forma justa, precisamos de tecnologia, transparência, regulação e investimento público — assim a ciência serve à sociedade e às vítimas.

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