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Resumo em 10 segundos

Médica condenada por violência obstétrica após negar analgesia a paciente do SUS — um caso que expõe falhas no atendimento e na proteção às gestantes 🤰

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Médica Iuria Sumi foi condenada por violência obstétrica após negar anestesia a uma gestante atendida pelo SUS no Hospital do Rocio, em Campo Largo 🧵

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Segundo o Ministério Público, em feb/2022 a médica teria dito que “não fornecia analgesia nem mesmo para pacientes de convênio e, muito menos, do SUS”. A paciente ficou horas sozinha, em dor, em um quarto escuro e relatou comentários que a culpavam pelo trabalho de parto.

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A defesa nega as acusações e pode recorrer da decisão. Importante notar: a legislação brasileira ainda não tipifica especificamente o crime de “violência obstétrica”, o que deixa lacunas sobre como casos assim são enquadrados e sancionados.

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O que configura violência obstétrica? Negar analgesia quando indicada, abandonar a paciente, falar de forma desrespeitosa, realizar procedimentos sem consentimento — são práticas que ferem direitos e a dignidade no parto. O padrão esperado é o atendimento humanizado.

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Consequências práticas: a mulher teve trauma físico e psíquico e ficou ~40 dias afastada. Além do impacto individual, episódios assim corroem a confiança no SUS e evidenciam desigualdades no acesso a cuidado digno.

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O que precisa mudar: protocolos claros de analgesia, formação médica em humanização do parto, canais de denúncia efetivos (MP, Ouvidoria do SUS, CRM) e políticas públicas que garantam igualdade no atendimento obstétrico.

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Reflexão final: a condenação é um passo para responsabilizar práticas abusivas — mas a solução exige mais: regulamentação, educação profissional e fiscalização para que todas as gestantes recebam parto seguro e respeitoso, independentemente do plano ou renda.

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