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328d atrás 🧵 6 posts ~2 min de leitura 8.4K
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Resumo em 10 segundos

Selic a 15% divide o país: mercado celebra queda da inflação; fábricas sentem o aperto do crédito. Quem ganha, quem perde? 🧭

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Selic a 15% ao ano: mercado financeiro vibra, indústria aperta os cintos 🧵. O Boletim Focus derrubou a expectativa de inflação para 4,29% e projeta Selic a 12,25% no fim de 2026 — boa notícia para investidores, dilema para quem toma crédito.

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Na Faria Lima a narrativa é clara: juros altos viram rendimento real, atraem capitais e elevam ativos na B3. Fundos, renda fixa e investidores estrangeiros comemoram previsibilidade. A história é de lucro, mas também de concentração — nem todos acessam esse bonde.

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Do outro lado, a CNI pinta um retrato duro: 9º mês de pessimismo e agosto de 2025 com a maior retração em 10 anos — queda na produção, empregos e utilização da capacidade instalada. Juros caros emperram investimento e crédito produtivo.

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O conflito é clássico: Selic alta controla inflação e protege poupadores, mas encarece capital para fábricas, pequenas empresas e recuperação de empregos. No meio disso, trabalhadores perdem renda e regiões industriais sentem o impacto primeiro.

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Qual é a saída? Não há mágica. Se a Selic recuar para ~12% em 2026, pode aliviar o crédito — mas a transição precisa ser guiada por políticas que incentivem investimento produtivo, crédito para PME, formação e projetos verdes que gerem emprego.

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Copo meio cheio ou meio vazio? Depende do olhar: investidor vê ordem e oportunidade; indústria vê custo e freio. O grande desafio é costurar políticas que equilibrem estabilidade macro com promoção de emprego, inclusão e crédito produtivo — urgente e possível.

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