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Resumo em 10 segundos

A trava não é só política: sem dados dos EUA, Seul teme cobrar de uns investidores e deixar outros fora do radar. 🧾🇰🇷

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A Coreia do Sul avalia adiar para 2029 o imposto sobre ganhos com criptomoedas — pela 4ª vez. 🇰🇷🪙 O motivo central expõe um dilema regulatório: como cobrar de forma justa se parte relevante das operações ocorre fora do alcance fiscal? 🧵

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Hoje, a previsão oficial ainda é começar em 1º de janeiro de 2027. A regra: 20% sobre ganhos líquidos anuais com cripto — 22% com imposto local — acima de 2,5 milhões de won, cerca de US$ 1.887.

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O governo teme que a cobrança pese sobretudo sobre clientes de exchanges coreanas, enquanto operações em plataformas dos EUA escapariam do rastreamento. Se a fiscalização é desigual, o imposto pode punir mais a transparência do que a especulação.

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A raiz do problema é o CARF, padrão da OCDE para troca internacional de dados cripto. Coreia do Sul, Japão e Reino Unido devem compartilhar informações em 2027. EUA, porém, só entram no cronograma em 2029.

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Há uma contradição importante: EUA, Japão e Reino Unido já tributam cripto sem esperar o intercâmbio global de dados. Adiar pode dar tempo para estruturar fiscalização, mas também prolonga uma incerteza que investidores e empresas carregam desde 2022.

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O deputado Park Min-kyu propôs formalmente 2029. Para isso, o Parlamento precisará mudar a lei. A sucessão de adiamentos revela que regular cripto não é apenas definir uma alíquota: é construir capacidade técnica, cooperação internacional e regras aplicáveis a todos.

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O teste para Seul é simples, mas difícil: um imposto cripto precisa ser previsível, proporcional e fiscalizável sem transformar usuários locais no alvo mais fácil. Sem coordenação global, a promessa de “igualdade tributária” vira uma vantagem para quem opera além das fronteiras.

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