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Resumo em 10 segundos

🚍 Santo André começa um corredor de 4,6 km para ônibus, ciclistas e pedestres. Mas as interdições vão compensar a promessa de ganhar tempo? 🧵

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Santo André inicia nesta segunda (19) as obras de um corredor exclusivo de ônibus nas avenidas Santos Dumont e Giovanni Battista Pirelli. 🚍 Serão 4,6 km — mas a cidade está preparada para atravessar as interdições em troca de deslocamentos mais rápidos? 🧵

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O corredor deve atender 42 linhas: 25 municipais e 17 intermunicipais. A estimativa é beneficiar cerca de 82 mil passageiros, conectando bairros andreenses a Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Paranapiacaba. Quantas horas isso pode devolver a quem depende do ônibus?

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A primeira etapa ocorre na Av. Giovanni Battista Pirelli, entre Capuava e Guaianazes, no sentido Mauá. Motoristas terão mudanças no tráfego — e fica a pergunta inevitável: haverá sinalização e rotas alternativas suficientes para evitar um caos temporário?

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Não é só faixa de ônibus: o projeto inclui ciclovia, calçadas acessíveis, rampas, piso tátil, novos abrigos e sinalização. Mobilidade eficiente pode continuar sendo pensada só para carros, ou precisa funcionar para quem caminha, pedala e usa cadeira de rodas?

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Outro ponto: estão previstos árvores e jardins de chuva, soluções que ajudam a drenagem urbana. Em uma região castigada por temporais, por que obras viárias ainda ignoram tanto a adaptação climática — e será que este projeto vai executar essa promessa até o fim?

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O investimento é de R$ 32,3 milhões, com recursos do Governo Federal. A questão não é apenas construir: como a Prefeitura vai medir redução real no tempo de viagem, segurança viária e qualidade dos pontos para provar que o dinheiro público fez diferença?

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Obras sempre cobram paciência, mas 82 mil passageiros não deveriam ficar presos a um transporte lento para sempre. Se o corredor entregar prioridade real aos ônibus, acessibilidade e drenagem, Santo André pode mostrar que tempo no trânsito também é uma questão de qualidade de vida.

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