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📦 A estatal tenta ganhar fôlego após prejuízos bilionários. Mas como funciona a garantia pública — e quais são os riscos? 🧵

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📦 Os Correios devem receber um empréstimo de R$ 7 bilhões ainda nesta semana, segundo técnicos da Fazenda. O crédito tem garantia do Tesouro Nacional e integra o plano para tirar a estatal da crise financeira. Entenda o que isso significa 🧵

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Primeiro, os números do problema: os Correios registraram prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre e fecharam 2025 com resultado negativo de R$ 8,5 bilhões. Em termos simples: a empresa vem gastando mais do que arrecada.

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O dinheiro virá de um sindicato de bancos: Citibank, JP Morgan, Deutsche Bank e Banco ABC Brasil. Eles emprestam em conjunto, dividindo o risco e viabilizando um volume que seria mais difícil para um banco bancar sozinho.

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O custo será de 114,26% do CDI, taxa que acompanha de perto a Selic. Se o CDI sobe, o custo da dívida sobe junto. O prazo é longo, de 15 anos, com 36 meses de carência antes do início dos pagamentos de juros e principal.

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E a garantia do Tesouro? Ela reduz o risco para os bancos: se os Correios não pagarem, a União cobre a dívida. Na prática, isso tende a melhorar as condições do crédito, mas também expõe recursos públicos caso a reestruturação falhe.

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Este não é o primeiro socorro financeiro. Em dezembro de 2025, o Tesouro já avalizou R$ 12 bilhões em crédito para recompor o caixa, normalizar entregas e regularizar compromissos. Agora, o novo empréstimo amplia o desafio de recuperação.

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O plano prevê PDV, automação logística, fechamento de unidades e parcerias privadas, com meta de lucro no fim de 2027. O ponto central será equilibrar eficiência financeira com a missão de atender todo o país — inclusive regiões menos rentáveis.

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