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📊 Economistas ouvidos pela Agência Brasil afirmam que um corte amplo no orçamento federal dificilmente pouparia benefícios, saúde e educação.

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Um corte de cerca de R$ 200 bilhões nos gastos federais dificilmente preservaria programas sociais e reajustes de benefícios, segundo economistas ouvidos pela Agência Brasil. A razão está na composição do orçamento. 📊🧵

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Pedro Paulo Zahluth Bastos, da Unicamp, calcula que aproximadamente 90% do gasto primário federal é obrigatório. Nessa conta entram Previdência, BPC, pessoal, pisos de saúde e educação e Bolsa Família.

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O espaço para corte está nas despesas discricionárias, que somam pouco mais de R$ 200 bilhões. Elas incluem investimentos públicos e custeio de universidades, hospitais federais e Polícia Federal.

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Na avaliação de Bastos, cortar R$ 200 bilhões sem mexer em benefícios sociais praticamente zeraria esse restante do orçamento. Se o corte não zerar investimentos e custeio, ele precisaria atingir benefícios. “Não há terceira opção”, afirmou.

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Maria Lourdes Mollo, da UnB, destaca outro efeito: gastos públicos movimentam renda e emprego. Cortes profundos, sobretudo com juros elevados, podem reduzir a atividade econômica e enfraquecer a arrecadação.

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Como saúde e educação recebem recursos vinculados à receita, uma economia menor também pode reduzir o volume destinado a essas áreas. O debate fiscal, portanto, não envolve só cortar despesas: envolve quais serviços e investimentos serão preservados.

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No cenário político, Flávio Bolsonaro passou a dizer que preservaria programas sociais após defender um “tesouraço” inspirado na Argentina. A equipe de Lula fala em ajuste gradual: sair de déficit de 0,5% do PIB para superávit de 1,5% em 2030. O dado central é simples: escolhas fiscais têm efeitos concretos no cotidiano.

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