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Resumo em 10 segundos

Milhares de pessoas que vivem legalmente nos EUA podem ficar sem consultas, remédios e tratamentos. 🩺

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Cortes no Medicaid já tiram a cobertura de saúde de refugiados e outros imigrantes legais nos EUA. 🩺🧵 A mudança entrou em vigor em 1º de outubro e atinge gente que trabalha, paga impostos e depende do programa para seguir em tratamento.

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Não estamos falando de uma situação migratória irregular: entre os afetados há pessoas com asilo concedido e sobreviventes de tráfico humano e violência doméstica. Ou seja, grupos que já enfrentaram situações extremas e agora podem perder consultas, remédios e cuidados contínuos.

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A estimativa da KFF é pesada: mais de 281 mil imigrantes devem perder o Medicaid em nove estados e em Washington, DC. Na Flórida, a previsão é de cerca de 177 mil pessoas afetadas. No Arizona, 29 mil já foram excluídas no início do mês.

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O caso de María Chacon, em Tucson, mostra o tamanho do problema. O filho dela, Jesus, precisa de respirador, alimentação por sonda, medicamentos diários e cuidados 24 horas após um acidente de carro. A família entrou legalmente nos EUA em 2018.

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Até agora, o Medicaid cobria cerca de US$ 25 mil por mês no tratamento de Jesus. Só os medicamentos custam perto de US$ 7 mil mensais. Sem cobertura, a família não sabe como manter o atendimento que literalmente sustenta a vida dele.

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O governo Trump diz que as mudanças reduzem gastos e combatem irregularidades. Mas organizações de saúde alertam para um efeito bem conhecido: tratamentos interrompidos e mais idas à emergência — algo mais doloroso para as famílias e, muitas vezes, mais caro para o sistema.

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No pacote mais amplo de mudanças no Medicaid, o Escritório de Orçamento do Congresso estima que 7,5 milhões de pessoas possam ficar sem seguro de saúde até 2034, incluindo cidadãos americanos. Economia pública não deveria significar escolher quem pode continuar um tratamento.

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